LUNIS · JOURNAL

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DE MÃE PARA MÃE  Publicado a 14 de outubro de 2026

Estive quase a comprar gotas para ele dormir. Antes, tentei 4 coisas. A mais simples foi a que ficou.

Por Rita Almeida, mãe do Francisco

Mais uma noite longa. O Francisco demorou uma eternidade a adormecer. Eu também.

No dia seguinte, uma amiga falou-me nas gotas. «Cá em casa ajudou.» Dei por mim na farmácia, com o frasco na mão, a ler o rótulo pela terceira vez.

Não julgo quem usa. Cada família sabe de si, e essa conversa é para ter com o pediatra. Mas eu ainda não estava pronta para dar esse passo. Pousei o frasco.

Antes disso, tinha tentado quatro coisas. Só uma resultou. Vou contar-te a diferença.

1. Cansá-lo antes de deitar

Disseram-me: «Ele tem é energia a mais.» Parque à tarde, bicicleta, correr no corredor depois do jantar.

Ficava cansado, sim. E rabugento. E mais agitado ainda à hora de deitar. A cabeça cansada, as mãos a não parar.

Às 22h ainda estávamos os dois acordados. Ele a chorar de cansaço, eu a chorar por dentro.

Mais cansaço. Menos sono.

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2. A rotina de livro

Horário fixo. Banho morno. Luz baixa. A mesma história todas as noites, pela mesma ordem. Fiz tudo como mandam os livros.

E ajudou. Mas faltava qualquer coisa. Quando eu apagava a luz, as mãos dele não paravam: o meu cabelo, a ponta do lençol, a orelha de um boneco.

Torciam, enrolavam, puxavam. E quando não tinham onde pousar, procuravam-me a mim.

Tudo certo. Menos a parte das mãos.

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3. Ficar ao lado dele até adormecer

Comecei a deitar-me ao lado dele. Ele acalmava. Mexia no meu cabelo e, uma hora depois, adormecia.

Eu saía do quarto às 22h30, sem ter jantado, sem ter falado com ninguém, sem um minuto que fosse meu.

E às 3 da manhã ele acordava, a mão procurava e não encontrava nada. E chamava por mim.

Uma hora por noite. E a madrugada também.

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4. O frasco na farmácia

Foi aí que fui à farmácia. Estava tão cansada que teria comprado qualquer coisa que me prometesse uma noite inteira.

A fila atrás de mim. O frasco pequenino. A pergunta na cabeça: «Será que é disto que ele precisa?»

Pousei-o. Qualquer decisão sobre suplementos é para falar com o pediatra, e guardei a pergunta para a consulta. Mas, até lá, havia uma coisa que eu ainda não tinha tentado.

Fui para casa olhar para a hora de deitar com outros olhos.

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5. A mais simples de todas

Reparei que o Francisco não precisava de mais cansaço nem de uma rotina mais certa. Precisava de um sítio para as mãos.

Encontrei a Lunis. É uma almofada com forma de animal, com orelhas, barbatanas e cauda macias para torcer, enrolar e puxar. Nada para medir. Nada para dar. Só algo macio para segurar. E é a própria almofada, por isso fica debaixo da cabeça dele a noite toda.

Mostrei-lhe os cinco animais. Ele escolheu a baleia e chamou-lhe Bia.

Encomendei nessa noite. Nada para tomar. Algo para segurar.

Antes de mudares tudo, vê a mais simples

60 dias para experimentar · 5 animais à escolha

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6. Porque é que foi diferente

Na primeira noite, não mudei nada na rotina. Banho, pijama, história. Ele deitou-se na Bia e a mão foi logo à barbatana. Apertava, largava, apertava outra vez.

A meio da história, os dedos dele estavam cada vez mais lentos. Continuei a ler, baixinho. Quando cheguei ao fim, já estava a dormir.

Fiquei sentada na beira da cama, com o livro no colo, a olhar para ele. E pensei no frasco que tinha deixado na farmácia.

A rotina já lá estava. Só lhe faltava uma coisa para as mãos.

Nada para tomar. Algo para segurar. Vê como é

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7. As cinco, lado a lado

O mesmo menino. As mesmas noites. A mesma mãe à beira de desistir. Foi assim que cada uma correu:

Cansá-lo antes: mais agitado ainda.

A rotina de livro: ajudou, mas as mãos não paravam.

Ficar ao lado dele: uma hora por noite, e a madrugada.

O frasco na farmácia: uma pergunta para o pediatra, não para as 22h.

A Lunis: algo para as mãos, debaixo da cabeça a noite toda. A única que ficou.

Quatro tentativas que me custaram meses. A mais simples foi a que resultou.

Pronta para experimentar a mais simples? Vê a que ficou

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8. A única que ainda está na cama dele

Já passaram meses. Agora é ele que vai buscar a Bia à cama antes de eu o chamar. A hora de deitar passou a começar com «vamos ter com a Bia».

Na mesa de cabeceira há um copo de água e o livro da noite. Mais nada.

E houve uma coisa que eu não esperava. Ao pequeno-almoço, o Francisco disse: «A Bia dormiu bem. E tu, mãe?» Dormi.

Um ritual que é dele. E uma noite que voltou a ser minha.

Quatro tentativas. Vê a que ficou

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9. «Mas será que resulta com o meu?»

Era exatamente o que eu pensava. Se nem a rotina perfeita chegava, porque é que uma almofada havia de chegar?

A resposta honesta: não é magia, e não substitui a conversa com o pediatra quando há dúvidas sobre o sono. Houve noites em que ele ainda me procurou. Se em tua casa também for assim, é normal. É ele a aprender um sítio novo para as mãos.

Duas coisas ajudam muito: deixa-o ser ele a escolher o animal, e põe a almofada na cama durante o dia, para à noite já ser uma amiga e não uma estranha.

E tens 60 dias para experimentar em casa, ao ritmo dele, com toda a calma.

Ainda com dúvidas? 60 dias para experimentar

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Antes de mudares tudo, experimenta algo para as mãos dele.

Hoje à noite, as mãos dele podem ter onde pousar. E tu podes ter a tua noite de volta.

60 DIAS PARA TESTAR EM CASA

Eu também tive dúvidas. Mas não havia nada para tomar, o Francisco escolheu a Bia e eu tive 60 dias para ver com calma.

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Garantia: 60 dias   |   5 animais à escolha

60 dias para experimentar em casa, ao ritmo dele. Devolução simples dentro desse prazo.