LUNIS · JOURNAL

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DE MÃE PARA MÃE  Publicado a 14 de outubro de 2026

A minha noite acabava às 22h40. Tentei 4 coisas. Só uma a fez começar às 21h15.

Por Catarina Lopes, mãe do Rodrigo

21h00. Pijama, dentes, história. 21h30. «Só mais um bocadinho.» Deito-me ao lado dele. 22h15. Ainda ali, com o telemóvel no escuro, a fingir que estou a dormir. 22h40. Ele adormece. Eu saio.

O jantar está frio. O episódio fica para amanhã. Outra vez.

Fiz as contas uma noite: uma hora e meia por noite. Mais de dez horas por semana, deitada numa cama de criança, sem me mexer. Eu não estava cansada do Rodrigo. Estava cansada de não existir depois das nove.

Quatro tentativas. Uma que resultou. Vou contar-te a diferença.

1. Deitá-lo mais cedo

Pensei: se ele for para a cama às 20h30, adormece mais cedo e eu ganho tempo.

Não ganhei. Ele ficava acordado na mesma, só que durante mais tempo. Às 22h40 continuava a ser a hora em que eu saía do quarto.

Só mudei a hora a que eu começava a esperar.

Mais meia hora no escuro. Não mudou nada.

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2. A rotina perfeita

Li tudo sobre rotinas. Horário fixo. Banho morno. Luz baixa. A mesma história todas as noites, pela mesma ordem.

Fiz tudo bem. E a rotina funcionava, até ao último minuto. Quando eu me levantava, ele chamava.

A rotina era boa. Só lhe faltava um fim que não fosse eu.

Tudo certo. Menos a parte em que eu saio.

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3. «Só cinco minutinhos»

Prometia-lhe: «Fico só cinco minutinhos.» Deitava-me ao lado dele.

As mãos dele não paravam: no lençol, no meu braço, no meu cabelo. Cada vez que eu me mexia, ele abria os olhos. Os cinco minutos viravam uma hora e meia.

O meu marido jantava sozinho. Eu comia de pé, à bancada, às onze da noite.

Cinco minutos. Todas as noites, uma hora e meia.

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4. O peluche e a luz de presença

Comprei uma luz de presença em forma de lua e um cão de peluche. Pensei: se ele tiver companhia, eu posso sair.

A luz ficou acesa. O peluche ficou ao lado da cabeça dele. Às 3 da manhã estava no chão, e ele estava a chamar por mim do outro lado do corredor.

Agora já não perdia só o serão. Perdia também a madrugada.

A pior semana de todas.

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5. A almofada que fica quando eu saio

Foi aí que reparei. O Rodrigo não precisava de mais tempo comigo. Precisava de algo que ficasse quando eu saía. E que lhe ocupasse as mãos.

Encontrei a Lunis. É a própria almofada, com forma de animal, com orelhas e cauda macias para segurar e mexer. Não é um boneco ao lado. Está debaixo da cabeça dele a noite toda. Não cai da cama.

Mostrei-lhe os cinco animais. Ele escolheu o cão e chamou-lhe Bobi.

Encomendei às 22h40, sentada no chão do corredor.

Nunca ouviste falar? Vê a almofada que resultou

60 dias para experimentar · 5 animais à escolha

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6. Porque é que foi diferente

21h00. Pijama, dentes, história. Tudo igual. Deitei-me ao lado dele, como sempre. A mão dele veio ao meu braço. Levei-a até à orelha do Bobi. Ele começou a enrolá-la, devagar.

Eu olhava para o relógio do telemóvel sem acreditar. 21h40. Os dedos pararam. Estava a dormir.

Saí do quarto uma hora mais cedo. Jantei sentada. O jantar estava quente. Eu estava quase a chorar.

Não mudei a rotina. Só lhe dei um fim que não era eu.

A rotina era boa. Faltava isto. Vê como é

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7. As cinco, lado a lado

O mesmo menino. As mesmas noites. A mesma mãe a olhar para o relógio no escuro. Foi assim que cada uma correu:

Deitá-lo mais cedo: mais meia hora à espera.

A rotina perfeita: tudo certo, até eu me levantar.

«Só cinco minutinhos»: uma hora e meia, todas as noites.

O peluche e a luz: no chão às 3 da manhã.

A Lunis: algo para as mãos, debaixo da cabeça a noite toda. A única que ficou.

Quatro tentativas que me custaram meses de serões. Uma que mos devolveu numa semana.

Pronta para recuperar as tuas noites? Vê a que ficou

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8. A noite que voltou a ser minha

Já passaram meses. Agora é ele que diz: «Mãe, o Bobi está à espera.» A cama passou a ser o sítio onde o Bobi está.

21h00. Pijama, dentes, história. O Rodrigo agarra a orelha do Bobi e vira-se para o lado. Dou-lhe um beijo. Fecho a porta.

21h15. O jantar ainda está quente. Sento-me no sofá ao lado do meu marido. Na semana passada vimos um filme inteiro. Do início ao fim.

A história acaba. A minha noite começa.

Quatro tentativas falhadas. Vê a que ficou

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9. «Mas será que resulta com o meu?»

Era exatamente o que eu pensava. O Rodrigo resiste a tudo. Se não sou eu, ninguém o adormece.

A resposta honesta: não é magia. Houve noites em que ainda fiquei um bocadinho. Se em tua casa também for assim, é normal. É ele a aprender um sítio novo para as mãos. Leva-lhe a mão à orelha do animal, com calma, as vezes que forem precisas.

Duas coisas ajudam muito: deixa-o ser ele a escolher o animal, e põe a almofada na cama durante o dia, para à noite já ser um amigo e não um estranho.

E tens 60 dias para experimentar em casa, ao ritmo dele, com toda a calma.

Ainda com dúvidas? 60 dias para experimentar

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Ainda com dúvidas? 60 dias para experimentar

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A tua noite também é tua. Recupera-a hoje.

Hoje à noite, a história pode acabar e ele ficar. E tu podes jantar quente.

60 DIAS PARA TESTAR EM CASA

Eu também estava cansada de experimentar coisas. Mas o Rodrigo escolheu o Bobi, a rotina ficou igual e eu tive 60 dias para ver com calma.

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Garantia: 60 dias   |   5 animais à escolha

60 dias para experimentar em casa, ao ritmo dele. Devolução simples dentro desse prazo.

Inspirado em relatos de mães